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Felizmente pouco feliz

 Prometi ver cá mais vezes, mas afinal não deu... Desde a última vez, tive muitas horas de trabalho, estudos, aulas e viagens; fui a casa passar o Natal e a passagem de ano e mesmo assim tive muitas horas a estudar; tomei uma das decisões que mais pode impactar a minha vida, que muito se deve a todo o processo que tenho feito e que me enche de alegria, ansiedade, incerteza e motivação; voltei a Setúbal; após muitos anos, tive um ataque de pânico e por mais de 5 minutos sem ter controlo sobre mim mesmo; tenho muitas horas de trabalho, estudos, aulas e viagens; fiz uma meia maratona pela primeira vez; fiz muitas mais coisas que vou tratar de falar; e não tenho estado muitas vezes feliz. Sim, não tenho estado muitas vezes feliz e nem sei porquê...  É verdade que viemos ao mundo para ser felizes, mas também é verdade que não estar sempre feliz faz parte da experiência humana, é algo importante para conhecermo-nos ainda mais e é isto que procuro tentar decifrar hoje. Este texto era...

Não é o que pretendia, mas...

É verdade... já não escrevo há muito tempo. Não escrevi porque tenho andado bastante bem, tenho andado feliz. Feliz por perceber que realmente cresci bastante, feliz porque sinto que me valorizo um pouco mais, feliz porque faço o que gosto, feliz porque ando a trabalhar nos meus objetivos (profissionais e pessoais) e feliz porque, pela primeira vez, sinto que me rejo pela MINHA noção do que é bom e correto e não pela dos outros. Contudo, estou errado em não escrever por estar bem. Porquê que não escrevo como celebração das minhas conquistas? Porquê que não escrevo para partilhar as minhas conquistas? Porquê que não escrevo para que tenham um exemplo de que podemos sempre sair do fosso e muitas vezes o primeiro passo é nosso? Pois... também não sei, mas agora passarei a escrever, se o tempo assim deixar. Mas não... não está realmente tudo perfeito! Apesar de no geral estar-me a sentir no meu pleno, NUNCA ESTIVE TÃO BEM, existe sempre algo que alguma incomoda. É inevitável e, se não for ...

«"Vaisse" andando»

 Por norma, quando alguém questiona como é que estamos e respondemos «"Vaisse" andando», veem e interpretam como algo menos positivo. Pelo menos essa é a minha perceção quando ouço dos outros e o que me têm transmitido nas mil e uma vezes que tenho respondido «"Vaisse" indo» nos últimos tempo. Será que a pessoa necessariamente está a passar por um momento menos positivo? Julgo que não. Eu próprio, quando uso, está relacionado a essa conotação menos positiva. Contudo, se fizer uma retrospetiva aos últimos tempos, os momentos em que estou mais são a nível mental, são os momentos em que os pensamentos não estão a correr, ou seja, estão a andar, porque nunca estão parados. Por isso, questiono-vos: nestas vidas tão aceleradas, porquê que não normalizamos o abrandar, o andar e, por ventura, o parar? Porquê que precisa de haver uma razão para que queiramos abrandar? Porquê que o abrandamento do ritmo das nossas vidas significa necessariamente de que estamos a passar por um...

Tudo (parece que) está a acabar

 Todas as mudanças geram incertezas. Sejam elas maiores ou menores, todas geram incertezas. Mil e uma questões começam a aparecer ("Quando?", "Como?", "Porquê?") e cada um arranja as suas estratégias para lidar com essas incertezas. Eu, enquanto ser (demasiado) pensante, tenho uma necessidade constante de ter tudo sob controlo e de ter certezas, algo que tenho vindo a trabalhar bastante nos últimos tempo e, felizmente, tenho tirado frutos, exceto em momentos de grande ansiedade. Em altura de mudanças, de modo a saciar essa minha necessidade e fazer face à incerteza, tento responder às mil e uma questões, na tentativa de criar um sentimento (falso) de segurança. Neste momento, nesta mudança pela qual estou a passar, apesar de "deixar" a Madeira, a minha família e os meus amigos para ir para uma terra onde (em certa parte) sinto como casa, vou sem data de regresso e sem saber exatamente o que vou fazer. Ou seja, encontro-me impossibilitado de tenta...

(Não) deixam de ser todos Eu

Costumo dizer: "Quem desenvolve um distúrbio alimentar, nunca o cura, apenas aprende a gerí-lo". Oxalá que esteja errado, porque não vejo a hora de viver sem os pensamentos que tanto me assombram. Maioritariamente, o sentimento de culpa, que tanto me inibe nos dias em que decide aparecer. Sentimento esse que ora aparece por estar a exagerar (ou ter exagerado) no que ingiro, ora aparece por estar a comer pouco... Podem achar estranho, mas sim existem estas duas faces, porque, em menos de um ano, tanto vi-me com 103 kg como com 69 kg (e, para que conste, tenho 1.80 m). Como podem calcular, quando temos fobia a duas versões nossas, vivemos num constante limbo, onde o controlo rígido da alimentação parece ser a única certeza que temos para não cair para nenhum lado. Ao que vos questiono: "Qual a piada disso?". Logo para mim que adoro ter uma mesa cheia de amigos, comida e bebida. Oxalá que a situação fosse tão simples como isto, mas não é... porque o Eu (versão atual) e...

Introdução

 Percebi pelos pequenos e poucos desabafos, que tenho acerca disto, que já consegui ajudar pelo menos uma pessoa (duas a contar comigo). Daí querer lançar esta rúbrica "Diário de um Ser (Demasiado) Pensante", por enquanto, apenas aqui, mas com o objetivo de estar confortável para partilhar com todos, sem ser de forma anónima. Julgo que a minha ansiedade não é das mais severas, dos casos mais preocupantes. No entanto, nos últimos tempos, tem sido impeditivo de viver a minha vida da forma que quero e com quem quero. Ainda para mais quando os sintomas físicos se podem confundir com os sintomas de um problema de coração ao qual estou bastante suscetível... aumentando ainda mais a ansiedade. Muitas das coisas que serão expostas podiam e deviam ter sido ditas de forma mais direta e pessoal (para o que não há desculpa), mas foi o forma que arranjei de estar confortável nesta partilha... atrás de um ecrã. Podem achar aquilo que quiserem: falso, exibicionista e medricas ou que estou a...