Introdução

 Percebi pelos pequenos e poucos desabafos, que tenho acerca disto, que já consegui ajudar pelo menos uma pessoa (duas a contar comigo).

Daí querer lançar esta rúbrica "Diário de um Ser (Demasiado) Pensante", por enquanto, apenas aqui, mas com o objetivo de estar confortável para partilhar com todos, sem ser de forma anónima.

Julgo que a minha ansiedade não é das mais severas, dos casos mais preocupantes. No entanto, nos últimos tempos, tem sido impeditivo de viver a minha vida da forma que quero e com quem quero. Ainda para mais quando os sintomas físicos se podem confundir com os sintomas de um problema de coração ao qual estou bastante suscetível... aumentando ainda mais a ansiedade.

Muitas das coisas que serão expostas podiam e deviam ter sido ditas de forma mais direta e pessoal (para o que não há desculpa), mas foi o forma que arranjei de estar confortável nesta partilha... atrás de um ecrã.

Podem achar aquilo que quiserem: falso, exibicionista e medricas ou que estou apenas a chamar a atenção. 

Desde pequeno que ouço "És um exemplo", "Quem me dera que o meu filho fosse assim", "Não te falta nada para conquistares o que queres" ou " És perfeito". Agradeço imenso a todos estas palavras por realmente fazerem com que me sinta valorizado. Contudo, por as ter ouvido desde muito novo, fez com que fosse impingido a viver com essas palavras, em vez de aprender a viver com as mesmas.

Não culpo ninguém por isso, mas... impingiram-me algo e eu impingi-me a ser prefeito. O problema é que não considerei o que é a perfeição para mim (que não existe), mas sim o que é a perfeição para os outros.

Dai advieram problemas:

  • um distúrbio alimentar;
  • baixa autoconfiança e, principalmente, AUTOESTIMA
  • culpabilização e até martírio quando faço algo (considerado pelos outros) menos bom
  • medo de desiludir os outros - onde se inclui o medo de dizer "não"
  • constante procura de aceitação social

A ansiedade não anda sempre presente, mas, quando tudo isto se junta, fica difícil de evitar o seu aparecimento.

Muitos podem achar que isto já é exposição a mais, mas a potencial ajuda que posso dar aos outros e também a mim ultrapassa qualquer coisa.

Esta é a minha luta: Fazer com que a minha vontade prevaleça mais vezes, sem deixar que os pensamentos "O que é que os outros querem que faça?" ou "O que é que os outros esperam de mim?" vençam. E são as várias rondas desta luta que quero partilhar convosco.

Esta é uma luta que não se faz só! É uma luta na qual se torna importante envolver todos aqueles que nos rodeiam (família, amigos, colegas) e definir estratégias com quem tem conhecimentos para esta luta, daí ser acompanhado por psicóloga e nutricionista. É nisto que também quero ajudar: que envolvam quem mais vos faz sentido (em vez de os tornar outro obstáculo) e que ganhem coragem para procurar ajuda de quem realmente sabe.

Não sei nada sobre mim, mas todos os dias faço por descobrir mais um pouco, porque também é a única forma de ganhar ao meu subconsciente.

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