Não é o que pretendia, mas...

É verdade... já não escrevo há muito tempo. Não escrevi porque tenho andado bastante bem, tenho andado feliz. Feliz por perceber que realmente cresci bastante, feliz porque sinto que me valorizo um pouco mais, feliz porque faço o que gosto, feliz porque ando a trabalhar nos meus objetivos (profissionais e pessoais) e feliz porque, pela primeira vez, sinto que me rejo pela MINHA noção do que é bom e correto e não pela dos outros.

Contudo, estou errado em não escrever por estar bem. Porquê que não escrevo como celebração das minhas conquistas? Porquê que não escrevo para partilhar as minhas conquistas? Porquê que não escrevo para que tenham um exemplo de que podemos sempre sair do fosso e muitas vezes o primeiro passo é nosso? Pois... também não sei, mas agora passarei a escrever, se o tempo assim deixar.

Mas não... não está realmente tudo perfeito! Apesar de no geral estar-me a sentir no meu pleno, NUNCA ESTIVE TÃO BEM, existe sempre algo que alguma incomoda. É inevitável e, se não for assim, a vida também não tem piada! Então aqui vai:

Desde há muito tempo que os meus valores bairristas fazem com que traga e me identifique em muito com a seguinte frase: «Uma árvore muito grande precisa de raízes muito profundas que a sustenha, por isso, quando tornamo-nos cada vez maiores, nunca nos podemos esquecer e deixar de ajudar as nossas raízes, sendo isso uma prova de sucesso».

Hoje em dia, a trabalhar finalmente como fisioterapeuta e a fazer finalmente a diferença na vida das pessoas, existe, por vezes, um sentimento de traição: «Então andas a fazer a diferença nos outros em vez de fazer a diferença nos teus? Em vez de alimentares as tuas raízes?». No entanto, se fizer um real balanço do que penso no meu dia-a-dia, ando muito muito muito muito mais vezes feliz por estar a ajudar pessoas do que a ter os pensamentos de traição e sei que essa é a minha maior missão.

Não é o que pretendia, mas... tendo em conta o mestrado que tenho de tirar, que tanto gosto e que me tanto me ajudará a atingir as minhas duas maiores missões, tendo em conta este contexto, ESTOU FELIZ! 

Apesar deste meu estado de (semi)plenitude, não é por isso que deixo de acordar todos os dias a pensar «Quando é que vou para a Madeira?», porque essa é realmente a minha maior vontade. Quando? Não sei... Se calhar quando sentir que tenho o conhecimento que permitirá fazer logo a diferença, mas, conhecendo a minha vontade insana em aprender, será que alguma vez acontecerá? Também não sei... Apenas sei que realmente quero isso e que não terei medo de avançar e de perder oportunidades, porque, conhecendo-me e reconhecendo-me como tenho a possibilidade de me reconhecer agora, sei que criarei as minhas oportunidades, as oportunidades que me deixarão mais perto das minhas missões e mais perto da sustentabilidade da minha felicidade.

Para perceberem o quão empenhado estou em alcançar a minha felicidade e não o reconhecimento dos outros: quem me conhece sabe que sempre quis muito ser professor universitário e que isso, por enquanto, apenas conseguirei cá. Ainda assim, acreditem que hoje, caso surja a oportunidade de ser professor universitário, até disso estou pronto para abdicar, caso seja o que me fizer mais sentido na altura.

Procurei, procuro e continuarei a procurar ajuda para procurar a minha autoestima, não me arrependo nada de ter começado esta eterna caminhada.
Não tenham receio em procurar ajuda, caso não consigam sozinhos, mas, principalmente, procurem-se.

Muito Obrigado!!

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