Será que estou realmente farto?
Olá, amigos, de novo! 9 meses de ausência e sabem porquê? Estive realmente bem até uns tempos atrás. Entretanto:
- Acabei 1 ano de mestrado enquanto conciliava 3 trabalhos e, para que se diga, foi nas maiores calmas, pois realmente encontrei forma de conseguir abrandar dentro da tempestade
- Mudei-me de vez para a minha querida Madeira, algo que não foi assim tão calmo. Realmente todas as mudanças, mesmo as que mais desejamos, são difíceis devido à mudança de cultura e mentalidade e à incerteza inerente a essa mudança e ao abandono de uma vida profissional "estável". Contudo, é um vale pelo qual tenho de passar quando quero: "Trabalhar para poder viver" em vez de "Viver para trabalhar"; e "Trabalhar mais no ser do que no ter".
Ainda assim, tem sido muito positivo, porque tenho-me exposto e ainda conto apenas 2 dias em que tive níveis de ansiedade incapacitantes, quando, desde que me conheço, ao expor-me a tal coisa, todos os dias tinha níveis altíssimos!
Hoje, não quero falar desse fantasma, até porque não estou preparado. Hoje, quero esmiuçar o facto "estou farto de ser quem sou" e de considerar algo como o meu maior defeito... porque ambos estão relacionados e sei que só se sobressaem quando o meu inconsciente sobrepõem-se ao consciente.
Como já falei, sempre andei a viver em torno de um perfeccionismo. Um perfeccionismo definido socialmente que se enraizou no meu ser e não da forma como eu o defino, algo visionário e impossível de alcançar.
Nos últimos tempos, nesta luta entre o que é socialmente aceite e o que é aceite por mim, a minha definição tem sobressaído com maior frequência, inclusive já houve uma situações em que isso aconteceu face o meu maior fantasma. No entanto, foi uma mera vez, porque, desde que me lembre, foi sempre impossível que o Eu ganhasse como se fosse uma luta entre Davi e Golias... tornando-se num ciclo vicioso onde o Golias fica cada vez maior.
Quando paro e penso de forma consciente, vejo que todos os pequenos passos que Eu dou face esse fantasma devem ser celebrados por mim (o que me deixa feliz) e não da prespetiva de até onde é que os outros acham que esses passos deviam ter ido (o que me deixa em baixo). Além disso, aquilo, que vejo como os meus maiores defeitos, em parte são considerados assim por não se enquadrarem naquilo que vejo que a sociedade se identifica, ou seja, não estou totalmente farto de ser quem sou, fico farto por me tentar enquadrar em determinados aspetos.
O problema é que para tais conquistas aparecerem é imperativo parar para pensar e criticar os pensamentos, seja escrevendo, falando ou de qualquer outra maneira, como faço aqui.
Se repararem, refiro-me que todo este processo acontece apenas "em parte" devido à sociedade, porque na realidade, primordialmente, ele acontece por serem caraterísticas e traços meus, da minha pessoa e que se intensificam por todo o ciclo vicioso que eu crio por tentar negar e não enquadrar. Daí o grande passo ser ABRAÇAR QUEM REALEMNTE SOU na minha plenitude, nos defeitos e virtudes, que se diga de passagem e de forma consciente são bem mais do que os defeitos, o que me leva a recordar uma frase que li esta semana:
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