2025?! e 2026?

Dizem que “o que importa não é como começa, é como acaba”... 

No meu caso, 2025 acabou mais turbulento, desequilibrado e incerto do que começou... quererá isto dizer alguma coisa?

Estou com a pior condição física dos últimos 2 anos, com um problema de saúde por diagnosticar, sem trabalho certo e estável, cansado e mais algumas coisas que vejo como menos boas... mas, se calhar, não, não quer dizer nada... ou quererá dizer que 2026 será O Ano? Sei lá...

Chegamos a esta altura do ano e começamos a ver muitas reflexões e muitas partilhas. Por norma, são partilhas quase sempre associadas a conquistas, às quais não tenho nada contra, mas acho interessante... porque, se tentar fazer uma retrospetiva do ano, tendo a olhar apenas para este momento atual mais desafiante e só depois, com algum esforço, é que consigo buscar apenas momentos de conquista. Então questiono-me:

1º. "Será que precisamos destas reflexões e partilhas?". A verdade é que não, porque o tempo não pára e continua. Contudo, para mim, também é verdade que gosto de fazer, principalmente, porque ajuda-me a abrandar e até parar e, inclusive, já me estava a fazer confusão não ter este momento, principalmente, porque o ano "acabou mais turbulento, desequilibrado e incerto do que começou" e, inconscientemente, sinto que não fiz nada este ano e preciso de algo que me faça perceber de que o ano valeu a pena. E, ainda assim, se chegar à conclusão que o ano não valeu à pena (o que eu acho que nunca vai acontecer), o que posso eu fazer? Absolutamente nada para mudar o que já passou.

2º. "Será que é só o agora e as conquistas que devem contar para a reflexão para perceber se o ano valeu a pena? Será que não temos derrotas e outros momentos que não foram de conquista ao longo do ano que nos impulsionam mais do que qualquer conquistas?" e ainda assim nem sei se qualquer uma destas questões e reflexões fará sentido.

Enquanto vou escrevendo, apercebi-me que a questão certa é "Será que as conquistas foram tão grandes que deixei de interpretar como conquistas momentos que noutra altura o eram e faz com que sinta que o ano não foi ou terminou no auge que esperava?". Ao permitir-me parar para refletir, vejo que é exatamente assim que caraterizo o meu ano: um ano com tantas conquistas importantes que fizeram com que o restante ficasse um pouco diminuto ao seu lado. Daí foram conquistas que levaram a derrotas ou momentos que não foram de conquistas, mas, principalmente, de derrotas que originaram conquistas!

Se descrevesse o meu ano em uma palavra, seria MONTANHA-RUSSA. Um ano em que os picos (conquistas) foram tão altos que um dia normal/banal, hoje, até parar para refletir, era interpretado como menos bom ou até mesmo como mau, quando foi meramente normal, e já estava a fazer desse sentimento a representação do ano 2025.

Aqui está algo com que tenho de aprender a lidar! Quanto mais alto chegamos, mais lá em cima queremos andar, mas não nos podemos esquecer que isso, por norma, é a exceção e que virmos à terra é importante para crescermos.

Como é que não quereria andar sempre lá em cima, quando em 2025:

  • Reativei o Saudar - que foi o ponto de partida para muita coisa boa este ano
  • Fui Campeão Invicto pelo clube do meu coração
  • Pus pessoas dos diferentes extratos sociais a discutir o envelhecimento na Ribeira Brava e a originarem medidas que serão agora adotadas
  • Dei uma entrevista para o Diário de Notícias
  • Viajei, pela primeira vez, tirando viagens de finalistas, da escola e intercambios, com os meus amigos
  • Dei formações sobre temas que tanto me apaixonam e fiz outras pessoas apaixonarem-se e sensibilizarem-se pelos temas
  • Vi o Saudar a crescer em termos de alcance e de envolvência das pessoas, por exemplo, nos desafios ODS
  • Vi o meu trabalho a ser reconhecido
    • Fui candidato à Câmara Municipal - tive a minha cara em todas as rotundas e principais acessos da Ribeira Brava
    • Tenho entidades "grandes" a contactarem-me diretamente para desenvolver projetos - e aqui é que tenho de assimilar que as coisas levam tempo e têm avanços e recuos, porque entro em ecstasy quando recebo o interesse/convite, mas todas as negociações e todo o planeamento precisam que venha para a terra
  • Estou no Campeonato de Portugal com o clube do coração
  • Desisti no Trail do Porto Santo, o que me levou à procura do que se passou e, agora, sei que tenho um problema (não sei qual em concreto) que terá de ser gerido
  • Consegui impôr limites em situações que sempre me foram difíceis
  • Tive muitos momentos com amigos e família
  • Publiquei o meu primeiro artigo científico
  • Entreguei a minha dissertação de mestrado
  • Reavivei 2 tradições antigas do Natal - tocar castanholas para a missa do parto e levar um aninal na romagem da missa do galo
  • Tenho quase tudo pronto para tornar o Saudar em Serviços e Produtos, para fundar a Academia Saudar
  • Estou prestes a ser mestre em Saúde Pública
  • (e se calhar mais alguma coisa)

Afinal, 2025 foi muito bommmmmm!! Eu é que vivi muitos momentos na correria e na excitação, que me esqueci que o normal é "vivermos na terra" e só assim é que conseguimos preparar algo sustentável que nos vai levar a patamares ainda mais altos.

Se acabo 2025 mais turbulento, desequilibrado e incerto do que começou? SIM, sem dúvida! Mas, refletindo, percebo que acabo 2025 num patamar acima do qual começou e a espreitar um patamar ainda mais alto para o próximo ano!

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